A Diferença Entre Futuros Perpétuos e Trimestrais: O Que Todo Investidor Precisa Saber
Se você está começando a explorar o mercado de derivativos de criptomoedas, certamente já se deparou com dois tipos populares de contratos futuros: os futuros perpétuos e os futuros trimestrais. Embora ambos ofereçam exposição ao preço de ativos subjacentes, eles funcionam de maneiras bastante diferentes. Entender essas diferenças é fundamental para tomar decisões de investimento mais informadas e alinhadas ao seu perfil de risco.
O Que São Futuros Perpétuos?
Os futuros perpétuos, ou “perps”, são contratos de derivativos que não possuem data de vencimento. Ou seja, você pode manter sua posição aberta indefinidamente, desde que cumpra os requisitos de margem. Essa característica os torna ideais para traders que desejam manter posições por períodos prolongados sem se preocupar com o encerramento automático do contrato.
Uma característica marcante dos perpétuos é o mecanismo de “funding rate”, que ajusta periodicamente o preço do contrato para que ele permaneça próximo ao preço do ativo à vista. Isso evita grandes discrepâncias entre o preço do derivativo e o do ativo real.
E os Futuros Trimestrais?
Já os futuros trimestrais possuem uma data de vencimento fixa, geralmente a cada três meses. Nesse tipo de contrato, o investidor deve encerrar ou rolar sua posição antes do vencimento, o que pode exigir mais atenção e planejamento. Os futuros trimestrais são bastante usados por investidores institucionais e por quem busca hedge para datas específicas.
Como possuem vencimento definido, esses contratos tendem a ser mais líquidos perto da data de expiração, e o preço converge naturalmente para o preço à vista do ativo quando o vencimento se aproxima.
Principais Diferenças
- Vencimento: Perpétuos não têm vencimento; trimestrais têm datas fixas.
- Gestão de Posição: Perpétuos permitem manter posições por tempo indeterminado; trimestrais exigem encerramento ou rollover.
- Custos: Perpétuos envolvem funding rate; trimestrais não têm esse mecanismo, mas podem ter custos de rollover.
- Liquidez: Trimestrais costumam ter picos de liquidez perto do vencimento; perpétuos têm liquidez mais constante.
Qual Escolher?
A escolha entre futuros perpétuos e trimestrais depende do seu objetivo e perfil de investimento. Se busca flexibilidade para manter posições abertas por tempo indeterminado, os perpétuos são ideais. Se pretende se proteger contra riscos em datas futuras específicas ou se alinhar com estratégias institucionais, os futuros trimestrais podem ser mais adequados.
Independentemente da escolha, é fundamental compreender os mecanismos de cada contrato, monitorar os custos envolvidos e sempre operar com uma gestão de risco sólida.
Conclusão
Os futuros perpétuos e trimestrais são ferramentas poderosas no mercado de derivativos, mas com características distintas que impactam diretamente sua estratégia de investimento. Ao entender suas diferenças e funcionamento, você estará mais preparado para utilizar esses instrumentos de forma eficiente e segura.
